
A Orquestra como Instrumento
Tocar um instrumento é muito bom, tocar em uma orquestra é ainda melhor. São muitos os benefícios que o estudo de música traz, este tema já foi abordado na edição de fevereiro onde falamos sobre as descobertas da neurociência sobre o assunto. Hoje falaremos dos benefícios de se tocar em uma orquestra.
Era uma vez um jogador de futebol chamado Fulano. Era um artilheiro que sonhava um dia jogar na seleção. Fulano tinha um grande inimigo que jogava no time adversário, seu nome era Sicrano. Certo dia, Fulano e Sicrano foram convocados para defender o país na seleção em uma copa do mundo. Na partida decisiva Fulano estava de posse da bola com o gol a sua frente, mas Sicrano estava melhor colocado e Fulano passou-lhe a bola para que ele fizesse o gol da vitória. Falou mais alto o interesse do grupo e todos saíram vitoriosos.
Em uma orquestra acontece o mesmo, todos se unem em torno do ideal de fazer o belo, de fazer o melhor, de ser melhor. Seus integrantes aprendem a deixar as diferenças para trás e percebem que fazem parte de um organismo maior onde todos são importantes. A cada ensaio são trabalhados valores que extrapolam o fazer musical. Amizade, companheirismo, autoestima e confiança acabam sendo um resultado natural que se reflete na vida do indivíduo e o torna uma pessoa mais feliz.
A atividade musical em uma orquestra desenvolve também disciplina, atenção, concentração, agilidade e entre outras coisas, a percepção. O músico tem que prestar atenção no que está tocando, no que os colegas estão tocando e no que o regente está transmitindo, tudo isso de maneira correta e bonita. Essa complexidade é dominada por seus integrantes que são preparados dentro de uma agradável e desafiadora rotina de ensaios e estudos que torna o músico cada dia mais preparado não só para as atividades musicais como também para os desafios do dia a dia.
Na metodologia adotada pela Oficina da Vida, o aluno vivência esta dinâmica da orquestra desde o princípio. A orquestra é o seu instrumento. Todas as lições são preparadas para serem executadas em conjunto; violino, viola, violoncelo e contrabaixo possuem semelhanças que tornam possível esta proposta. Elementos básicos da linguagem musical e da técnica instrumental são ministrados em doses homeopáticas de acordo com as necessidades práticas o que torna o estudo mais interessante e objetivo. Outra vantagem verificada é a satisfação do aluno iniciante; um aluno de violino, por exemplo, demoraria um tempo considerável para produzir um som bonito e agradável. Na orquestra, este resultado é praticamente imediato. Os sons individuais se fundem dando origem a um novo timbre; agudos e médios dos violinos e violas se equilibram com os sons graves dos violoncelos e contrabaixos, assim sendo, uma única nota tocada em uníssono produz um resultado estimulante e belo.
Poderíamos enumerar aqui mais uma série de fatores que justificaria o título desta matéria, o assunto é rico e embasado. Nossa intenção é a cada mês trazer um pouco mais de informação e, desta forma, alimentar e manter acesa a chama de nosso projeto. Assim sendo, por hoje ficamos por aqui, para o mês que vem continuaremos a falar sobre a orquestra e sua ação social. Até lá ...
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Um grande abraço à todos os queridos leitores e que Jesus nos abençoe.
Antonio Bustamante


